
BATALHAS DE TODA SORTE. VOL. 1 – GUERRA CONCEITUAL (de Ernesto Pachito)
Por José Eduardo Costa Silva
Batalhas de Toda Sorte é música solitária, destas que não escondem sua origem, qual seja, um lugar entre a palavra e a coisa designada. Batalhas de Toda Sorte é então um lugar onde se trava a Guerra Conceitual entre a impressão íntima do músico-poeta e às convenções cotidianas de linguagem; uma guerra entre o desejo de dizer e a música do que propriamente não é dizível.
Em Batalhas de Toda Sorte prevalece a intuição sobre a proposição estilística. Por isso, do ecletismo formal de suas composições desdobra-se o retrato sonoro do músico. Em Batalhas de Toda Sorte prevalece o melos sobre os esquemas harmônicos pré-concebidos. Como se uma melodia que estivesse na cabeça se encontrasse com a harmonia dos dedos.
Em Batalhas de Toda Sorte há uma outra guerra, bem própria de nossos dias. Refiro-me a guerra de timbres provenientes de instrumentos acústicos, eletrônicos e do computador. Uma guerra que ganhou impulso popular lá nos idos dos anos 70...quando a palavra progressivo serviu para cunhar todo impulso criativo que pretendesse superar a música das figuras rítmicas padronizadas.
Batalhas de Toda Sorte tem o cheiro do lirismo brasileiro...da serenata de um sertão que tanto faz ser feito de água ou terra. Um sertão subjetivo onde a diversidade do mundo está circunscrita ao horizonte existencial do poeta-músico.
As composições, os arranjos são de Ernesto Pachito. Ressalta-se a participação especial de Moacyr Teixeira Neto (violão acústico) nas faixas 3 e 4. Para quem quiser transitar nesta experiência de sertão, sugerimos começar pela Suíte Roda D’Água.
Em tempo, o CD está sendo comercializado pela Amazon.
Por José Eduardo Costa Silva
Batalhas de Toda Sorte é música solitária, destas que não escondem sua origem, qual seja, um lugar entre a palavra e a coisa designada. Batalhas de Toda Sorte é então um lugar onde se trava a Guerra Conceitual entre a impressão íntima do músico-poeta e às convenções cotidianas de linguagem; uma guerra entre o desejo de dizer e a música do que propriamente não é dizível.
Em Batalhas de Toda Sorte prevalece a intuição sobre a proposição estilística. Por isso, do ecletismo formal de suas composições desdobra-se o retrato sonoro do músico. Em Batalhas de Toda Sorte prevalece o melos sobre os esquemas harmônicos pré-concebidos. Como se uma melodia que estivesse na cabeça se encontrasse com a harmonia dos dedos.
Em Batalhas de Toda Sorte há uma outra guerra, bem própria de nossos dias. Refiro-me a guerra de timbres provenientes de instrumentos acústicos, eletrônicos e do computador. Uma guerra que ganhou impulso popular lá nos idos dos anos 70...quando a palavra progressivo serviu para cunhar todo impulso criativo que pretendesse superar a música das figuras rítmicas padronizadas.
Batalhas de Toda Sorte tem o cheiro do lirismo brasileiro...da serenata de um sertão que tanto faz ser feito de água ou terra. Um sertão subjetivo onde a diversidade do mundo está circunscrita ao horizonte existencial do poeta-músico.
As composições, os arranjos são de Ernesto Pachito. Ressalta-se a participação especial de Moacyr Teixeira Neto (violão acústico) nas faixas 3 e 4. Para quem quiser transitar nesta experiência de sertão, sugerimos começar pela Suíte Roda D’Água.
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